terça-feira, 8 de março de 2011
Da dor de ser mulher
sábado, 25 de dezembro de 2010
É Natal
Imagens: Web Gallery of Art e Os Botões de Madrepérola
Música: Concerto Grosso Op.6 N.8 de Arcangelo Corelli in 4Shared
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
E como gosto de histórias!
Olhem o cartão de Boas Festas que recebi hoje do Museu da Pessoa!
Como gosto de ouvir, ler e contar histórias.
Sem a minha história de vida, eu nada seria, nem você, nem ninguém.
Quisera ter tempo para escrever e publicar todas elas.
Curioso é que reli nesta semana Minha casa conta histórias e, mais uma vez, as lágrimas rolaram.
Quem sabe a minha história e de milhares de pessoas possa servir de inspiração para a sua!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amigos são estrelas
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Sobre Lobato
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Um Natal Especial
Amigo secreto, um curta emocionante de Marcio Salem com Laura Cardoso, Tuca Andrada e Bárbara Paz é o meu presente para todos os amigos secretos que passam por aqui à procura de histórias, ideias, livros e, sobretudo, da palavra que inspira sentimentos e atitudes cada vez mais distantes nesses novos tempos tão atribulados.
Solidariedade e perdão é o pedido do Menino Jesus nesta noite em que a maioria só pensa na ceia e presentes para os mais próximos. Reservem um minuto para agradecer o infinito amor do Criador.
Espero que todos tenham um Natal especial e abençoado.
sábado, 21 de novembro de 2009
Direitos da Criança
Ontem, divulguei todas as informações que obtive da Net no Twitter com links de vídeos do YouTube em outras línguas, menos em português. É incrível como o brasileiro não dá valor ao que é da nossa terra, principalmente quando o vencedor é pobre e negro. Ignorar os problemas não é o caminho e Mayra foi à luta, mesmo convivendo com a guerra na porta de casa.
Hoje, achei o que queria na Globo Vídeos. Era o cansaço do final de noite.
Saiba mais aqui.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Nada a comemorar

Lembro-me do tempo em que ensinar era bom.
Mesmo assim, perdi muitos alunos. Lamento não ter conseguido salvá-los.
Alguns se formaram e um segue uma bela carreira de militar.
Algumas são professoras, outras caixas de supermercado.
Outro dia, recebi a visita de um deles, veio me apresentar a mulher e o filho. Lembra com detalhes os meus cuidados. É motorista, compositor e cantor.
Foram milhares de alunos em trinta e três anos de magistério. A maioria está na luta.
Hoje, cada situação, cada história de arrepiar. A escola é um espelho.
Vejo muita teoria e pesquisa feita por quem não trabalhou com alunos em situação de risco social em escolas públicas de ensino fundamental.
Quem tem possibilidade de continuar estudando, não permanece. Fico pensando o que acontecerá com as próximas gerações se uma atitude urgente não for tomada.
Fui uma professora apaixonada e não me sinto mais feliz com a carreira.
Conto os dias que me restam para pedir aposentadoria. Perdi a esperança de dias melhores para a educação neste país. Mantenho a fé em Deus que há de dar coragem a quem não tem opção e precisa continuar.
Vou fazer o que mais gosto: contar histórias e mediar leitura em outros lugares. Conhecem aquele ditado: “santo de casa não faz milagre!”
Volto aos livros cansados de me esperar nas prateleiras, ávidos dos meus olhares apaixonados.
domingo, 11 de outubro de 2009
Leitura de Clássicos

sábado, 3 de outubro de 2009
Olimpíadas 2016

Inacreditável!
Não esperava que sairíamos vitoriosos nesta empreitada. Nossa bela cidade tem tantos problemas. O mais grave é a falta de educação. Querem um simples exemplo? Quando atravesso a rua, tenho a impressão de que o motorista, ao me ver, ao invés de reduzir a velocidade, acelera!
Sem dúvida, o carioca é muito simpático, no entanto, com a violência atual, até desconfio quando alguém se aproxima com muitos sorrisos. A desigualdade social é uma vergonha nacional. Tem bolsa para tudo! Quem se interessa por trabalho quando pode obter dinheiro fácil? Não podemos cerrar os olhos e fazer de conta que nada acontece. Transformar favelas em bairros sem combater as causas não vai resolver a situação. Imaginem como a população vai aumentar até lá.
Mesmo assim, preciso ter esperança. Haja projeto social e educativo para reverter o medo que este povo alegre e caloroso tem de sair às ruas. Tem gente que diz que já se acostumou. Não creio. Enfrentamos tudo como guerreiros, porque é preciso trabalhar, estudar, buscar lazer, alimentar o corpo e alma.
Educação é a solução. Todos sabem e nada fazem. #prontofalei
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Vida que segue
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...
Portanto, devemos
Fazer da interrupção um novo caminho...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro..."
Fernando Sabino
In Encontro Marcado
Sou forte. Não desisto. Não desanimo.
Procuro a última gota que refresca a face cansada.
Encontro o ponto de luz que recarrega a energia quase perdida.
Mantenho a fé.
Deus seja louvado.
domingo, 26 de julho de 2009
Muitos anos de vida
(José Saramago)
Tomara que eu tenha ainda muitos anos para me arrepender!
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Theatro Municipal faz 100 anos

Eu devia ter ido.
Hoje tive um dia intenso de trabalho. O cansaço e a distância impediram minha ida ao Teatro Municipal nesta noite.
Lembro-me de pelo menos três vezes em que entrei neste suntuoso teatro. Uma para assistir à ópera Carmem, outra para vibrar com o ballet O Quebra Nozes e a primeira de todas foi quando depositei minha emoção e esperança na profissão que escolhi. Isto aconteceu durante minha formatura sem anel e sem fotos aos dezessete anos. Lá estavam meus pais orgulhosos. Eu, muito elegante, vestida com o uniforme de gala do Instituto de Educação.
Devia ter ido e fiquei aqui remexendo lembranças.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Primeiro dia no 11º Salão FNLIJ

Quarta-feira foi o primeiro dia do 11º Salão do Livro só para professores. Foi essencial assistir à palestra da escritora Anna Cláudia Ramos, uma incansável lutadora pela formação de leitores de todas as idades, e à apresentação de seus lançamentos. Veja alguns:

Apenas duas horas para ver alguns títulos. Tudo muito rápido. Foi possível rever e abraçar Hermes Bernardi Jr e ouvi-lo falar emocionado de mais um lançamento O Emaranhado da Maçaroca pela Larouse e da sua espera pela chegada de Doido pra Voar (Artes e Ofícios), disponível em Braille.
Fui abraçada pela querida Sonia Rosa que também aguardava a chegada de Palmas e Vaias (Pallas) no estande da SME.

Peguei em Formigas de Elaine Pasquali Cavion com ilustrações de André Neves e deixei para comprar depois porque a maquininha do cartão ainda não funcionava. Afinal, eu brincava demais com elas que fugiam desesperadas das casinhas, pontes e laguinhos que eu construía no quintal.
Dei um tchau de cumplicidade, por mais um lançamento, para o Rogério Andrade Barbosa na saída, nem pude voltar...
Corria pelas editoras que, com respeito ao professor, já estavam com seus estandes montados para nos receber com carinho. Tive que ouvir em uma delas, não sei por qual motivo, de alguém que não me conhecia, nem tinha me visto, a infeliz frase: “Professor não compra mesmo!”Ah, não ficou sem resposta e ainda dei o endereço do blog!
Embalei o filho, digo, livro do Tino Freitas, Cadê o Juízo do Menino? (Manatti), e abracei O Fazedor de Velhos de Rodrigo Lacerda, minha leitura mais recente com mais outras ao mesmo tempo. Vocês são como eu?
Almocei com pressa para não perder a van da FNLIJ, porém precisei ligar para a escola avisando que não iria porque ainda estava à espera do ônibus. Ainda olhei, mais uma vez para o hospital onde nasci e lutei para conhecer este mundão. Olhei também para as janelas, em qual eu estaria quando ouvia meu tio e padrinho dizer que ficasse observando o céu onde avistaria a cegonha chegar com minha irmã.
Decidi, então, acompanhar minha amiga à Casa da Leitura em Laranjeiras para assistir à espetacular aula de Adriana Bittencourt Guedes sobre Literatura e Cinema. Cheguei em casa cansada e nas nuvens!
Hoje, ainda não sei quando volto ao 11º Salão porque, seguindo o sábio conselho de uma tia muito amada, faço primeiro o que não gosto. Desde ontem, corrijo provas e redações de quase 130 alunos! Dei uma paradinha apenas para avisar que estou aqui. Tenho lido muita coisa e compartilhado na barra lateral pelo Twitter e Reader. É só clicar. Até...
sábado, 28 de março de 2009
O show tem que continuar
Quem é aquela que me olha
naquele espelho?
Parece uma artista .
Representa seus papéis
De acordo com a vontade da plateia.
Papel de mãe
Papel de mulher
Papel de profissional.
Em cada tablado,
Uma cara e uma veste adequada.
Quem são aqueles observadores
prontos para aplaudir ou vaiar?
O show tem que continuar...
E ela se equilibra
No tênue fio do palco
nem sempre iluminado da vida.
domingo, 8 de março de 2009
Todas as mulheres
Ave Maria da Penha
Ave todas as Marias, Anas, Madalenas, Saras
Ave todas as Amélias, Beneditas, Severinas.
Ave todas as mulheres santas e poderosas
Perseguidas e maltratadas
abandonadas e violentadas
corajosas e discriminadas
lutadoras e sofredoras.
Ave todas as que tiveram seu grito de dor e socorro
calado à lâmina e à fogo.
Ave a todas que sobreviveram às pedradas
À surdez da sociedade
À batida do martelo.
Misericórdia!
De mãos lavadas na lama
eles sabem o que fazem.
Fátima Campilho
Neste Dia Internacional da Mulher, minha homenagem a todas as mulheres da minha vida: mãe, irmã, tias, primas, madrinha , sobrinha, afilhada, comadres, amigas e a todas as que param neste espaço virtual e aparentemente frio para compartilharem minhas alegrias, dúvidas e, sobretudo, vitórias. Ofereço também a Maria da Penha e a Ana Maria Bruni pela coragem nesta luta desigual. Ave!
Sobre a Lei Maria da Penha, ouça o áudio aqui.
Crédito da imagem no site Território Mulher.
Acompanhe o blog Lei Maria da Penha.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
E eu era feliz!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pôr-do-sol no Velho Chico

Luis Fernando Veríssimo
Anotações esparsas em pedaços de papel, quando disponíveis. O resultado não poderia ser outro: esquecimento.
Guimarães Rosa registrava a linguagem do povo em suas andanças. Levava lápis e caderno. Na maioria das vezes, eu nem levava a digital, quando estava com o celular, ainda tirava umas fotos. Estava lá para rever a família e as paisagens desde menina conhecidas. Muitas histórias para contar olho no olho, outras muito pessoais e há ainda as impublicáveis. A cada dia me convenço de que não nasci para escritora, sou mesmo uma contadora de histórias, preservo a tradição.
Este pôr-do-sol no Rio São Francisco em Piaçabuçu foi uma das mais belas imagens clicadas. Não tomei banho em suas águas, no entanto, todos os dias, ia para a beira do rio olhar aquela imensidão, observar os pescadores, as lavadeiras, o mergulho das crianças, recordar o tempo em que levava até sabonete e me assustava com o burro se refrescando e acompanhado do dono que enchia as latas para abastecer os casebres. Ah, o Velho Chico não pode acabar!
A luz se arrasta para a escuridão.
A claridade retorna e traz consigo aquela beleza de cores, formas, sons e cheiros.
A calmaria recuperou minha energia e a esperança de dias pacíficos.
O rio é dela, da minha mãe alagoana.

O rio é de todas as mulheres desta terra farta e abençoada.
O rio é do nordestino que, embora sem muitas condições de superar a miséria, tem amor às suas raízes e se mantém na terra, com uma fé só compreendida por quem convive com este povo forte do interior.
Certamente, preciso voltar muitas vezes para desvelar histórias que ficaram adormecidas na memória coletiva.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Discípulos
“São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.”
Agostinho da Silva
Ai de mim se não estivesse em busca de outros sonhos que indiretamente se relacionam com o ato de educar. Estava pensando em escrever uma crônica sobre o “Dia do Mestre”, quando me deparei com as idéias do pensador português Agostinho da Silva.
Preciso ler, pesquisar e estudar mais, pensei após assistir a alguns vídeos e ler alguns textos. Certa vez me perguntaram se não tinha mais o que fazer do que ficar escrevendo em blog. Certamente, concluí. Gostaria mesmo é de fazer o que mais gosto: viajar e ler.
Então, indago:” E professor é valorizado financeiramente para fazer escolhas?” Minha viagem é aqui.
George AGOSTINHO Baptista da SILVA nasceu no Porto em 13 de Fevereiro de 1906. Em 1944, emigra para o Brasil, onde se fixa, depois de breves passagens pelo Uruguai e pela Argentina (1945-47). A sua permanência no Brasil aparece ligada a todo um notável conjunto de realizações culturais em sentido amplo, nomeadamente, a fundação do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, da estação ecológica do Parque Itatiaia e a criação pioneira de universidades em zonas afastadas dos grandes centros (Paraíba, Santa Catarina), do Centro Brasileiro de Estudos Portugueses na Universidade de Brasília e do Centro de Estudos Africanos e Orientais, na Baía. Lecionou nas Universidades de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba, Minas Gerais, St. Catarina, Bahia e Brasília.
"Deve-se fazer uma grande diferença entre Instruir e Educar. Instruir é um parente do verbo construir. Nós vamos dando tijolo na medida em que é possível instruir alguma coisa de forma a que ele vá fazendo o edifício à sua vontade. E também não é por acaso que a palavra aluno é uma participação dum verbo que se deixou de empregar e que significa alimentar, o aluno é "aquele que nós alimentamos". A origem da palavra "alimentar" e "aluno" é exactamente a mesma. E o outro é "instruir", educar já tem um elemento que significa conduzir e até reduzir. Quando educamos não estamos a dar tudo para que ele possa construir um edifício a seu gosto, mas a reduzir o que ele era para ele viver na nossa Sociedade. A única é fazer uma outra. Estamos numa Sociedade que tem determinadas características, e evidentemente o que temos que fazer é fazer de tal maneira com que ele não fique um estranho nessa sociedade.”
Agostinho da Silva
Feita a apresentação, vamos ao vídeo escolhido: Agostinho da Silva, Portugal ao encontro do Brasil, um tributo da Companhia de Dança de Lisboa em sua memória, a partir do documentário de João Rodrigo Mattos da Alfândega. Se quiserem, assistam aos outros, talvez compreendam porque é o meu homenageado. Os mais próximos já entenderam. Tenho clara a idéia de que pessoas pensam diferente e que isto é bom se for para o bem, porém muitas se valeram da diferença para eliminar boa parte da humanidade. O inconformismo nos deixa solitários, mas quem não é? Mesmo racionais, ainda não aprendemos a viver com o outro, a compartilhar, a ser, a lutar pela liberdade de expressão.
Ofereço este post a todos os professores do grupo Blogs Educativos que acompanham o meu trabalho e estão sempre prontos a me auxiliarem, àqueles com quem compartilho minhas vitórias e angústias, e à professora portuguesa Teresa Marques, uma lutadora e inconformada como eu.
domingo, 13 de julho de 2008
Paraty, outras histórias
Ainda sobre as igrejas, soube que eram segmentadas pela cor da pele. A Igreja de Santa Rita era para os mulatos libertos, a de Nossa Senhora das Dores era para a elite branca, a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios destinada aos trabalhadores e pescadores brancos e a de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, onde rezei para agradecer as bênçãos e graças de todos os dias, era para os negros. Como é a única que fica aberta para as missas, estava lá domingo pela manhã e pude observar que as etnias estavam presentes em comunhão fraterna.
Cheguei e já fui vendo a maré enchendo e tomando conta das ruas, fato comum nos primeiros dias de lua nova ou cheia. A cidade foi assim construída para que houvesse uma limpeza natural. Quando as marés são muito fortes e coincidem com as chuvas, os rios transbordam e as águas ocupam todo o Centro Histórico. As casas são construídas acima do nível da rua por causa das marés.
Hospedei-me na Rua Dona Geralda, antiga Rua da Praia e do Mercado, num dos albergues da região, ao lado da Casa de Cultura. Cai por terra a idéia de que no Brasil não há o hábito de freqüentá-los porque havia uma minoria de estrangeiros. O proprietário é inglês e está há oito anos em Paraty, não fala português e nos observa com aquele olhar curioso e indecifrável.
Quis logo saber quem foi Dona Geralda e me contaram uma história de outra paratiense ilustre. Imagine se não pesquiso e ponho a história aqui! Dona Geralda Maria da Silva nasceu em 1807 e faleceu em 1890. Seus pais foram donos da Fazenda Bananal, deixando grande herança em terras, casas, escravos, dinheiro e títulos de dívida ativa. Sem nunca ter casado, dedicou boa parte de sua vida ajudando os necessitados. Foi com sua ajuda financeira que após 86 anos conseguiram finalizar a construção da Igreja Matriz. Em 1882 a Câmara Municipal decidiu homenageá-la colocando seu nome na rua onde morava, a qual modestamente recusou (sem ser atendida). Em 1864 o imperador D. Pedro II a nomeou com o título de Dona Honorária de Palácio pelos “distintos serviços prestados à religião”. Em seu inventário deixou grande parte de sua fortuna para as irmandades das igrejas, para a Santa Casa da Misericórdia, para familiares, amigos e escravos.
Fiquei circulando pela cidade sozinha, embora me encontrasse com a única amiga que foi acompanhada do marido, mas se hospedou em pousada fora do Centro Histórico. Quase fui assaltada quando voltava do show de Luiz Melodia. Saí antes de terminar porque era impossível entrar no banheiro químico às escuras. Era dia da final da Libertadores e as ruas estavam vazias. Ouvi passos, mas não olhei para trás. Enfiei a mão naquela bolsa enorme e rapidamente encontrei a chave. Como tenho o hábito de pensar em voz alta, quero dizer, falo sozinha mesmo, penso que aquele homem forte e negro achou que eu conversava com alguém do outro lado da porta, passou direto, sob o meu olhar, entrando na primeira esquina sem que me fitasse. Um minuto antes, havia colocado algo volumoso nas costas que poderia ser uma arma. Minhas orações diárias a Deus por proteção salvaram-me mais uma vez. Se eu já soubesse dos fantasmas que circulam pelas ruas, teria desmaiado, pensando que fosse um deles! Tenho medo mesmo é da maldade dos vivos, mas minha imaginação me prega muitas peças.
Achei interessante o nome da Rua do Fogo. Perguntei a uma moradora que falou sobre um incêndio. Continuei indagando, algo me dizia que a história não era bem esta, até que alguém sorriu marotamente e contou que era a rua dos prostíbulos para os marinheiros que aportavam. Como faz esquina com a igreja, acredito que a expiação se dava na partida.
Para encerrar, o encontro do rio Perequê-Açu com o mar, embarcações e a bela Baía de Paraty. Ah, preparada para defender a antiga vila dos piratas com o canhão nas mãos!






