CONCHAS
Hermes Bernardi Jr.
Edelbra
Tomara que eu tenha ainda muitos anos para me arrepender!

Eu devia ter ido.
Hoje tive um dia intenso de trabalho. O cansaço e a distância impediram minha ida ao Teatro Municipal nesta noite.
Lembro-me de pelo menos três vezes em que entrei neste suntuoso teatro. Uma para assistir à ópera Carmem, outra para vibrar com o ballet O Quebra Nozes e a primeira de todas foi quando depositei minha emoção e esperança na profissão que escolhi. Isto aconteceu durante minha formatura sem anel e sem fotos aos dezessete anos. Lá estavam meus pais orgulhosos. Eu, muito elegante, vestida com o uniforme de gala do Instituto de Educação.
Devia ter ido e fiquei aqui remexendo lembranças.


Apenas duas horas para ver alguns títulos. Tudo muito rápido. Foi possível rever e abraçar Hermes Bernardi Jr e ouvi-lo falar emocionado de mais um lançamento O Emaranhado da Maçaroca pela Larouse e da sua espera pela chegada de Doido pra Voar (Artes e Ofícios), disponível em Braille.
Fui abraçada pela querida Sonia Rosa que também aguardava a chegada de Palmas e Vaias (Pallas) no estande da SME.

Peguei em Formigas de Elaine Pasquali Cavion com ilustrações de André Neves e deixei para comprar depois porque a maquininha do cartão ainda não funcionava. Afinal, eu brincava demais com elas que fugiam desesperadas das casinhas, pontes e laguinhos que eu construía no quintal.
Dei um tchau de cumplicidade, por mais um lançamento, para o Rogério Andrade Barbosa na saída, nem pude voltar...
Corria pelas editoras que, com respeito ao professor, já estavam com seus estandes montados para nos receber com carinho. Tive que ouvir em uma delas, não sei por qual motivo, de alguém que não me conhecia, nem tinha me visto, a infeliz frase: “Professor não compra mesmo!”Ah, não ficou sem resposta e ainda dei o endereço do blog!
Embalei o filho, digo, livro do Tino Freitas, Cadê o Juízo do Menino? (Manatti), e abracei O Fazedor de Velhos de Rodrigo Lacerda, minha leitura mais recente com mais outras ao mesmo tempo. Vocês são como eu?
Almocei com pressa para não perder a van da FNLIJ, porém precisei ligar para a escola avisando que não iria porque ainda estava à espera do ônibus. Ainda olhei, mais uma vez para o hospital onde nasci e lutei para conhecer este mundão. Olhei também para as janelas, em qual eu estaria quando ouvia meu tio e padrinho dizer que ficasse observando o céu onde avistaria a cegonha chegar com minha irmã.
Decidi, então, acompanhar minha amiga à Casa da Leitura em Laranjeiras para assistir à espetacular aula de Adriana Bittencourt Guedes sobre Literatura e Cinema. Cheguei em casa cansada e nas nuvens!
Hoje, ainda não sei quando volto ao 11º Salão porque, seguindo o sábio conselho de uma tia muito amada, faço primeiro o que não gosto. Desde ontem, corrijo provas e redações de quase 130 alunos! Dei uma paradinha apenas para avisar que estou aqui. Tenho lido muita coisa e compartilhado na barra lateral pelo Twitter e Reader. É só clicar. Até...

Neste Dia Internacional da Mulher, minha homenagem a todas as mulheres da minha vida: mãe, irmã, tias, primas, madrinha , sobrinha, afilhada, comadres, amigas e a todas as que param neste espaço virtual e aparentemente frio para compartilharem minhas alegrias, dúvidas e, sobretudo, vitórias. Ofereço também a Maria da Penha e a Ana Maria Bruni pela coragem nesta luta desigual. Ave!
Sobre a Lei Maria da Penha, ouça o áudio aqui.
Crédito da imagem no site Território Mulher.
Acompanhe o blog Lei Maria da Penha.


O rio é de todas as mulheres desta terra farta e abençoada.
O rio é do nordestino que, embora sem muitas condições de superar a miséria, tem amor às suas raízes e se mantém na terra, com uma fé só compreendida por quem convive com este povo forte do interior.
Certamente, preciso voltar muitas vezes para desvelar histórias que ficaram adormecidas na memória coletiva.



Esta que vem caminhando não é a noiva de Paraty. É a Teresa, uma professora que conheci no ônibus. Ele não é o noivo. É um desconhecido que lia um livro e parou para nos observar. Também, fiz tanto barulho para fotografar! Aproveite para observar a maré enchendo e ocupando as ruas da cidade.
Não tive tempo para visitar o museu, o cemitério e verificar a água milagrosa do poço. Bem que gostaria. Não vejo a hora de voltar como turista!



