segunda-feira, 5 de março de 2012
A relação entre música e poesia: Heitor Villa-Lobos, Ferreira Gullar e desdobramentos
sábado, 21 de maio de 2011
A língua é minha pátria
segunda-feira, 7 de março de 2011
O Mistério da Vida
Ouça o samba-enredo aqui e acompanhe a letra a aqui.
A União da Ilha comemora hoje 58 anos e é a primeira escola a desfilar neste segundo dia de desfiles das especiais. Não concorre devido ao incêndio, mas a emoção é a mesma.
Daqui a pouco tudo para porque...
Nessa Avenida dos sonhos brilhar
O meu amanhã só Deus saberá
A vida vamos celebrar
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Nada muda no dia de Ano Novo?
sexta-feira, 26 de março de 2010
Pais e Filhos
segunda-feira, 1 de março de 2010
Valsa de uma cidade
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Marcha de Quarta-feira de cinzas
Marcha de Quarta-Feira de Cinzas
Composição: Vinicius de Moraes / Carlos Lyra
Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou
Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor
E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade
A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar
Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe
Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz
Seu canto de paz
É mesmo tudo o que resta após tantos dias de folia?
'Lembra-te que do pó viestes e ao pó, hás de retornar'
Gn 3,19
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Dia do Poeta
podem ver na escuridão "
(Chico Buarque-Edu Lobo)
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
O vídeo faz parte do acervo de Tauil e é o "único registro de Chico, Edu e Tom tocando juntos "Choro Bandido". Era uma das músicas preferidas de Tom."
Uma raridade!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
É preciso saber viver
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Saudades
Falta-me delicadeza, sobra-me sensibilidade, ainda que imperceptível no olhar impaciente, distraído e duro.
Começar o ano com muita poesia é mais um projeto de vida e de trabalho com tanto adolescente de coração embrutecido.
Logo mostro o que tenho feito em sala de aula e sala de leitura.
Agora, compartilho todas as saudades guardadas na alma de "quem bem vive o amor".
Feliz
Gonzaguinha
Para quem bem viveu o amor
Duas vidas que abrem
Não acabam com a luz
São pequenas estrelas
Que correm no céu
Trajetórias opostas
Sem jamais deixar de se olhar
É um carinho guardado no cofre
De um coração que voou
É um afeto deixado nas veias
De um coração que ficou
É a certeza da eterna presença
Da vida que foi
Da vida que vai
É a saudade da boa
Feliz, cantar
Que foi, foi, foi
Foi bom e pra sempre será
Mais, mais, mais
maravilhosamente amar
PS: Mudei o texto porque não gostei e aprendi que é bom passar a borracha nas imperfeições do papel, da vida e (aqui) da tela!
sábado, 11 de outubro de 2008
Centenário de Cartola
O MUNDO É UM MOINHO
Cartola
Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés...
Mais uma homenagem, desta vez ao grande compositor Cartola. Bom ter sido reconhecido em vida como nosso maior sambista . Cantou o amor em ritmo de samba como ninguém. No vídeo, o reencontro com seu pai.
"Quem gosta de homenagem póstuma é estátua. Eu quero continuar vivo e brigando pela nossa música. Sinceramente, eu não acreditava que ainda viveria esse tempo de grande justiça que o povo brasileiro – apesar dos pesares - faz à música brasileira" (Cartola, Revista Manchete, 03.12.1977).
Para saber mais sobre o mestre, acesse os sites da TV Cultura e do Centro Cultural Cartola.
E para ver e ouvir um pouquinho mais clique Blogstórias Digitais.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
50 anos de Bossa Nova
Composição: Tom Jobim e Vinícius
Chega de saudade é considerada a canção inaugural da Bossa Nova, um gênero musical criado por um grupo de jovens no final dos anos 60.
domingo, 17 de agosto de 2008
Dorival Caymmi
O MAR
Dorival Caymmi
O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito
O mar... pescador quando sai
Nunca sabe se volta, nem sabe se fica
Quanta gente perdeu seus maridos seus filhos
Nas ondas do mar
O mar quando quebra na praia
É bonito, é bonito
Pedro vivia da pesca
Saia no barco
Seis horas da tarde
Só vinha na hora do sol raiá
Todos gostavam de Pedro
E mais do que todas
Rosinha de Chica
A mais bonitinha
E mais bem feitinha
De todas as mocinha lá do arraiá
Pedro saiu no seu barco
Seis horas da tarde
Passou toda a noite
Não veio na hora do sol raiá
Deram com o corpo de Pedro
Jogado na praia
Roído de peixe
Sem barco sem nada
Num canto bem longe lá do arraiá
Pobre Rosinha de Chica
Que era bonita
Agora parece
Que endoideceu
Vive na beira da praia
Olhando pras ondas
Andando rondando
Dizendo baixinho
Morreu, morreu, morreu, oh...
O mar quando quebra na praia
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Palavra Cantada - Eu
EU
Perguntei pra minha mãe: “Mãe, onde é que ocê nasceu?”
Ela então me respondeu que nasceu em Curitiba
Mas que sua mãe que é minha avó
Era filha de um gaúcho que gostava de churrasco
E andava de bombacho e trabalhava no rancho
E um dia bem cedinho vou caçar atrás do morro
Quando ouviu alguém gritando: “Socorro, socorro!”
Era uma voz de mulher
Então o meu bisavô, um gaúcho destemido
Foi correndo, galopando, imaginando o inimigo
E chegando no ranchinho, já entrou de supetão
Derrubando tudo em volta, com o seu facão na mão
Para alívio da donzela, que apontava estupefata,
Para o saco de batata, onde havia uma barata
E ele então se apaixonou
E marcaram casamento com churrasco e chimarrão
E tiveram seus três filhos, minha avó e seus irmãos
E eu fico imaginando, fico mesmo intrigado
Se não fosse uma barata ninguém teria gritado
Meu bisavô nada ouviria e seguiria na caçada
Eu não teria bisavô, bisavó, avô, avó, pai, mãe, não teria nada
Nem sequer existiria
Perguntei para o meu pai: “Pai, onde é que ocê nasceu?”
Ele então me respondeu que nasceu lá em Recife
Mas seu pai que é o meu avô
Era filho de um baiano que viajava no sertão
E vendia coisas como roupa, panela e sabão
E que um dia foi caçado pelo bando do Lampião
Que achavam que ele era da polícia um espião
E se fez a confusão
E amarraram ele num pau pra matar depois do almoço
E ele então desesperado gritava: “Socorro!”
E uma moça apareceu bem no último instante
E gritou pra aquele bando: “Esse rapaz é comerciante!”
E com muita habilidade ela desfez a confusão
E ele então deu um presente, um vestido de algodão
E ela então se apaixonou
Se aquela moça esperta não tivesse ali passado
Ou se não se apaixonasse por aquele condenado
Eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó, nem pai pra casar com a minha mãe
Então eu não contaria essa história familiar
Pois eu nem existiria pra poder cantar
Nem pra tocar violão

Do CD Canções Curiosas
Produzido por: Sandra Peres e Paulo Tatit
Nesse CD, dedicado a temas que rondam o imaginário das crianças e dos pré-adolescentes, encontram-se muitos sucessos da Palavra Cantada: "Fome Come", "Criança Não Trabalha", "Rato", "Antigamente" e "Pindorama", esta última uma versão bem-humorada do descobrimento do Brasil. Recebeu Prêmio SHARP1998.
O selo Palavra Cantada foi criado em 1994 por Sandra Peres e Paulo Tatit com o objetivo de produzir uma música infantil moderna que fosse ao mesmo tempo lúdica e poética.
Para saber mais acesse o site Palavra Cantada.
Agora, tente e conte, em versos ou em prosa, a sua história.
